
Quando um novo desafio surge na nossa vida, temos tendência a agarrá-lo com entusiasmo. Preparamo-nos para que o abstracto ganhe forma. Empenhamo-nos ao máximo. Pois um dia a prova final chegará e há que tornar o abstracto num concreto. Passamos a viver sob a alçada de darmos o nosso melhor!
Arriscamos e, a dado momento, falhamos! Falhamos de forma inexplicável!
Há dias em que me apetece desistir, ficar parado num stop qualquer para deixar passar tudo o que existe de negativo á minha volta.
Nem sempre consigo superar as dificuldades, os medos ou a pressão. Torno-me assim no pesadelo de mim próprio. Nos dias seguintes, o sentimento de fracasso aumenta e lamento as minhas falhas. Sinto-me culpado por não ter sido melhor, por não ter dado o meu melhor. Acabo sempre por me martirizar, algo que é errado fazer.
Mas esta martirização não é totalmente negativa... obriga-me a parar, a fazer uma espécie de retiro espiritual. Só assim posso aprender a evitar situações semelhantes.
Hoje falhei! Provei novamente o amargo sabor da discussão, da tristeza e da desilusão.
Inexplicavelmente dei por mim novamente em discussões com a mãe do meu filho.
Porque é que muitas mães se esquecem que os filhos têm um pai?
Porque é que esta mãe faz questão de se esquecer?
E apesar de não ter tido consequências maiores não consigo deixar de sentir esta tristeza e desilusão com o meu “Eu” por ter deixado as coisas chegar aquele ponto, mas porra, aquela mulher é difícil.
Tenho que conseguir ultrapassar mais facilmente os obstáculos, os fracassos e as desilusões pelo simples facto de ter que aceitá-los como parte integrante da minha vida.
Fiquei triste e desanimado. Senti-me desiludido comigo próprio. Mas quem me rodeia não merece que eu me sinta triste e desanimado e quem me conhece sabe que tenho muita força interior e uma calma impressionante
Nada acontece por acaso...
Sinto o cheiro de uma vela que queima, a aromaterapia acalma-me, recebo alguns mimos, mimos musicais que conseguem entrar na realidade dos meus sentimentos e me dão uma força brutal!

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