Desabafos

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não consigo escrever sobre nada, não me consigo concentrar, tudo o que começo acaba no mesmo ponto. odeio tudo o que penso, e penso o mesmo constantemente, não consigo libertar-me. não pensava que a verdade fosse uma realidade tão dolorosa, todas as palavras perdidas pelo meio, nunca proferidas ficaram uma vez mais guardadas dentro de mim. mas não magoam ninguém, e assim ficaram arrumadas num vazio interminável onde apenas fantasmas vivem ,guardadas, que vêm até mim em forma de sonhos e pesadelos.
sabia que era impossível, mas não queria acreditar nisso, rejeitava-o com toda a força, e sei que não tenho força para mais, eu 'tou á beira de um abismo pronto a desistir, e cair.

Saudade


Faz hoje 42 dias que vi o teu sorriso pela ultima vez. A tua ausência deixa-me incompleto, por vezes sem saber o que fazer no próximo passo das coisas mais fúteis. A ausência de respostas sobre onde te encontrar.
Apetece-me correr, percorrer todos os caminhos provaveis, improvaveis onde te possa abraçar.
Faz hoje 42 dias que entraste contente por passar um dia com o pai.
Lembro-me do brilho dos teus olhos quando viste as sapatilhas novas.
Faz hoje 42 dias que brilharam os teus olhos ao veres tantos avioes, corrias atras de mim de chave na mao como se de um mecanico da casa, conhecedor de cada parafuso, te tratasses.
Faz hoje 42 dias que fizeste birra para almoçar, acabei a fazer avioezinhos e tu todo contente como se ainda fosses bébé, serás sempre o meu bébé.
Faz hoje 42 dias que dormiste na minha cama, descansando do agitado dia, ainda consigo sonhar com o teu cheiro na minha almofada. fico contente por saber que apesar de tanto tempo de distancia ainda continua a bastar o meu cheiro na almofada para descançares como um anjo numa cama estranha.
Faz hoje 42 dias que fizeste birra porque querias levar as sapatilhas novas para casa da mae.
Faz hoje 42 dias que fizeste birra porque nao querias ir para casa da mae.
Faz hoje 30 dias que nao permitiram que passasses ferias comigo, e tanta coisa bonita que tinha para te mostrar, embora saiba que para ti bastava estares comigo, para mim bastava estar contigo.
Faz hoje 15 dias que foram de ferias e nao te levaram.
Bastava um segundo contigo para poder viver outra vez, embora saiba que é pela busca por esse segundo que nao morro.
Bastava ouvir por telefone "pai tenho saudades tuas" ou "vem-me buscar" para correr em tua procura.
Faz 42 dias que nao oiço um som teu, que nao vejo um sorriso teu, que nao sinto um abraço teu.
Por esses 42 dias peço-te desculpa mas prometo-te que isso vai mudar, por muita coisa que tenha que desistir, se tiver que desistir, por muita coisa que tenha que mudar se tiver que mudar.
tenho saudades tuas

Anos 60,70,80

De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.

Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas "à prova de crianças", ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.
Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar à frente era um bónus.

Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem. Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.

Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.
Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado, aprendíamos.

Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.

Não tínhamos Play Station, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet. Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos à rua. Jogávamos ao elástico e à barra e a bola, até doía! Caíamos das árvores, cortávamo-nos e até partíamos ossos, mas sempre sem processos em tribunal.

Havia lutas com punhos, mas sem sermos processados. Batíamos às portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados. Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não, íamos a pé para a escola; Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.

The moment


A partir do dia de hoje vou começar postar com a finalidade para a qual o blog foi criado. Estranhos desabafos não é mais do que um espaço onde decidi colocar todos os pensamentos que já me passaram pela cabeça, alguns momentos que eu vivi intensamente, outros menos, de certo vou receber algumas criticas devido a algumas coisas que fiz e que nunca exteriorizei com ninguém.

Mania de Escrever



Sempre fui uma pessoa que, ou por necessidade ou por me ver obrigado a isso, me habituei a um recolhimento interior grande não sendo capaz de desabafar, dialogar ou simplesmente conversar sobre os meus problemas e o que acontecia quando mais novo é espelho do que acontece nos dias de hoje, criei em mim a vontade de escrever de transpor em papel o que me ia na alma, graças a ti voltei a faze-lo para meu bem felizmente, é uma maneira de desabafar contigo o que não te consigo dizer pessoalmente ou melhor e mais complecto, o que não te consigo dizer.