
Como já vem sendo hábito, passei mais uma noite sem dormir, não sei o que se passa mas é algo recorrente, decidi escrever na ancia de ganhar mais um pouco de cansaço esperando que me leve para a cama e nem me dê tempo de deitar, posso cair apenas nela desamparado, não me importo.
Acendo mais um cigarro na promessa que será sempre o último. Nunca é. Fumo lentamente absorvendo a minha mortalidade solitária. Permaneço assim, faço alguns pensamentos de recordações como diria Alberto Caeiro. Penso em algumas frases como se isso fosse solução para a minha noite.
Sinto que estagnei na minha vida. Nem dormir para crescer, como diria a minha mãe, consigo fazer.
Preparo o meu próximo dia com algum cuidado, o tempo levou-me a pensar melhor nos passos futuros e não nos passados. Tenho receio que esta estagnação me traga a incapacidade de reflectir, a capacidade de retirar de cada minuto a experiência de vida necessária.
Tentei dormir mais um pouco, e o que me pareceram 2 horas não passaram de 5 minutos.
Fumo mais um cigarro.
Sou atormentado por seres estranhos em forma de sonho, sinto-me angustiado, sinto-me impotente, não sei o que fazer mas sei que tenho que o saber…………

Também nessa noite o sono não me invadiu. Pelo contrário, fui invadida por inúmeras incertezas que teimam em controlar o meu descanso... São as pequenas coisas que vamos descobrindo que partilhamos
ResponderEliminar“Surpreendo-me
Em cada instante
Quando me apercebo das coisas
Mais simples e intensas
Que em mim acontecem…
Que explicação?
É a conexão
da simpatia
da empatia
Surpreendo-me ou tu me surpreendes…”